segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A bolsa está cara.

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Isso não sai da minha cabeça. O problema é que to pensando isso desde os 72k e continua avançando.

Aqui que entra o importante. Esses níveis são barreiras psicológicas, mas que não significam lá muita coisa. Acho que nem faz sentido ficar tentando projetar algum nível e nem atualizar o índice histórico com algum indexados, seja ele CDI, IPCA, dólar, ouro ou qualquer outra coisa.

O problema do momento atual é que agora aparecem os advinhas de plantão pregando IBOV a 80 mil, 90, 100 etc. É nessa hora que você vê na tv, revistas e jornais, um povo que nunca falou de bolsa ficar falando maravilhas da renda variável.

Agora o que realmente importa. Está cara pra mim. Como um todo. Vejo pouquíssimas empresas descontadas, ainda que eu veja um número razoável de empresas que são boas o suficiente pra valer a pena, apesar do preço. Estive mais otimista com crescimento econômico este ano todo. Estou 100% renda variável praticamente desde o impeachment. Ainda que eu tenha demorado demais pra montar a carteira, devia ter sido mais rápido. Mas, a perspectiva para o Brasil não me parece boa. Essa valorização das bolsas ao redor do mundo tem total ligação com o excesso de liquidez global e a gente ainda entrou atrasado na festa poque tínhamos uma Dilma no meio do caminho. O problema é que eu vejo, além de uma situação muito desconfortável para o Brasil com a eleição do ano que vem, os BCs do mundo correndo daqui pouco tempo pra diminuir seus programas de compras ou seus balanços. Não sei se vai chegar ao ponto de "estourar uma bolha", mas acho que o efeito combinado disso é bem ruim para a nossa bolsa.

Mas, vejam, eu destaque o "pra mim" no parágrafo anterior. Ninguém tem a mínima ideia de como prever os preços. Pode acontecer de tudo. Pode ir pra 90 antes de despencar pra 50. Pode ir pra 150.
Continuo com grande parte do patrimônio em renda variável. Minha carteira de FIIs resolveu andar bem neste mês. Fiz um trade ótimo em ITSA e recentemente comprei SUZB para "proteger" a carteira com dólar.

A verdade é que a gente não deve tentar antecipar nem desafiar o mercado. Este "ente" mercado vai pra onde ele quiser, mesmo que não faça "sentido". A questão chave é margem de segurança.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Fechamento de Agosto: +2,59% bruto e +1,31% de lucro

Este mês consegui novamente bater minha estratégia que é ter rendimento acima do CDI+IPCA. Segundo mês consecutivo. Consegui isso principalmente devido a valorização de ITSA, já que a carteira de FIIs andou meio de lado.

Falando em ITSA, eu resolvi vender, achei que esticou demais, prefiro embolsar o lucro e devo entrar novamente em setembro agora, mas dessa vez provavelmente em ITUB, torcendo pra recuar mais um pouco. Continuo achando que a bolsa vai sofrer muito no ano que vem pré eleição. Mas, o mercado tem estado tão otimista que eu não posso correr o risco de estar de fora da festa.

Vendi metade de ITSA em agosto e vou vender o resto hoje, fiz isso única e exclusivamente pra escapar do IR vendendo abaixo de 20k no mês. Com isso, provavelmente na semana que vem eu entro em ITUB.

Em relação aos mercados, continuo meio pessimista com o país, mas como disse ali atrás eu tenho um pouco de medo de perder um eventual aparecimento de um bull market estrutural global até. O mundo parece que está a passos lentos, mas está em crescimento. Ficar pra trás em uma onda dessas é algo que eu me arrependeria pra sempre. Por isso, vou comprando, se esticar eu vendo e embolso o lucro, se cair (como eu espero) eu vou fazendo caixa pra comprar mais lá na frente.

Ah!! Quase ia me esquecendo, resolvi me aventurar nas criptomoedas. Comprei um pouco de bitcoins. Como é totalmente irrelevante o valor em relação à carteira hoje eu não vou colocar no fechamento. Minha ideia é colocar 50 reais por mês e daqui uns 5 anos não me arrepender de não ter tentado investir um pouquinho nisso. Acredito que o blockchain é o futuro das transações de qualquer coisa que seja, nisso, as moedas digitais terão um peso relevante no futuro.

Segue a distribuição da carteira neste mês:

Ações:
ITSA4: 84,14%
CIEL3: 15,86%

FIIs:
FAED11B 7,0%
PQDP11 7,6%
VRTA11 10,1%
HGLG11 5,1%
RBRD11 6,4%
FIIP11B 6,1%
AGCX11 5,1%
BBPO11 5,4%
RNGO11 3,9%
HGRE11 6,0%
KNRI11 9,7%
TBOF11 2,0%
CPTS11B 10,7%
BRCR11 8,4%
HTMX11B 6,4%

Tabela Consolidada:

Gráfico de variação patrimonial:
Carteira:
Ações: R$ 16.971,60
FIIs: R$ 194.853,83
Caixa: R$ 28.723,37
Patrimônio Total: R$ 240.548,80

Rentabilidade no mês: 1,31%
Rentabilidade no ano: 13,08%

Divisão dos dividendos:
Dividendos: R$ 201,45
Aluguéis: R$ 1.228,57
Renda fixa: R$ 36,50
Total: R$ 1.466,52


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Deu a louca no Banco Central.

Se a gente começou esse ano discutindo se o BC conseguiria cortar a Selic abaixo de 10,0% ao ano e depois as projeções passaram a prever um corte para baixo de 8,50% ao ano. Agora, a nova onda entre os economistas é testar ainda mais o apetite do BC em cortar juros, a maioria já fala em Selic terminando o ano em 7,0% e alguns já se arriscam a ir abaixo disso entre 6,0% e 6,5%.

Bom, e aí você me pergunta o que eu acho disso ou o que isso muda nas nossas vidas...

Em relação a minha estratégia tem uma mudança razoável, eu achava que a bolsa não ia aguentar por muito tempo e ia começar a cair e continuar caindo a partir do momento em que a eleição do ano que vem começasse a entrar em pauta. Mas, com essa queda dos juros eu to começando a achar que vem ainda mais fluxo da renda fixa por aí e pode fazer o IBOV ainda caminhar para perto dos 73-75k. Com isso, eu posso até me animar em embolsar os lucros com ITSA4 pra recomprar depois.

Em relação à estratégia do BC eu acho bem arriscada para falar a verdade. O risco fiscal é monstruoso. A inflação é baixa por causa de recessão, desemprego e etc, mas é muito baixa apenas por causa de alimentação. Qualquer virada de clima e isso aí volta a incomodar. Acho arriscado, em um ano de cenário eleitoral tão incerto, o BC seguir nessa estratégia.

Aos que tem posições muito grandes em renda fixa, agora parece ser a última hora pra ir pra renda variável e aproveitar um pouco a raspa do tacho. E vai ter que ter estômago pra aguentar se o mercado externo azedar. A rentabilidade da renda fixa vai continuar despencando, e antes que os chatos venham falar de juro real (ex-post), eu já me adianto e digo que a inflação oficial nem de longe mede a inflação real dos seus gastos, a rentabilidade caiu e vai cair muito sim. Sem contar que o que vale é a taxa real ex-ante, que hoje já está perto de 3,0%-3,5% (Swap pré-DI de 1 ano menos inflação projetada para os próximos 12 meses). Quem tem um pouco mais de apetite ao risco vale a pena olhar com mais cuidado para renda variável, quem não gosta muito de se arriscar vai ter que aguardar o mercado se dar conta que o Brasil não tem jeito (haha).




terça-feira, 1 de agosto de 2017

Fechamento de Julho: +2,50% bruto e +1,19% de lucro

Mais um mês no positivo e batendo o CDI+IPCA. Com isso consegui aumentar um pouco a diferença no acumulado. Completei 1 ano acompanhando mais de perto as finanças e tendo um controle em planilha de aportes e dos investimentos. Como eu já disse antes, foi justamente em virtude dos blogs que eu comecei a fazer isso.

Este mês apenas comprei ITSA4 iniciando meu projeto de médio prazo. Acho que ITUB3, 4 e ITSA3 e 4 têm hoje um dos melhores custo-benefícios da bolsa brasileira. Ainda acho que a bolsa como um todo vai sofrer muito ano que vem com o cenário eleitoral, como eu já disse em outros posts, mas se tudo der certo eu não quero estar atrasado, por isso já comecei a entrar. A ideia agora é segurar um pouco de caixa para aproveitar algum momento de maior incerteza e volatilidade que castigue os preços.

Este mês tive um aporte menor que a média. Primeiro porque eu tirei férias na virada entre junho e julho, então o salário é menor mesmo, o que eu recebi de férias entrou como aporte em junho. Então, no fim, se juntar os dois meses o aporte ficou próximo à média. Segundo que eu realmente gastei mais este mês.

Carteira:
Distribuição das ações:

Distribuição dos FIIs:

Tabela Consolidada:

Gráfico de variação patrimonial:

Carteira:
Ações: R$ 30.882,00
FIIs: R$ 195.688,27
Caixa: R$ 7.898,28
Patrimônio Total: R$ 234.468,55

Rentabilidade no mês: 1,19%
Rentabilidade no ano: 11,62%

Divisão dos dividendos:
Dividendos: R$ 0,00
Aluguéis: R$ 1272,80
Renda fixa: R$ 20,04
Total: R$ R$ 1292,84




quinta-feira, 27 de julho de 2017

Comentário rápido sobre o COPOM

Como todo mundo esperava o BC resolveu manter o ritmo de corte de 1,00 ponto percentual e a SELIC já está a 9,25% ao ano. Nesse nível, a rentabilidade do CDB da galera que tava acostumada com SELIC em 14,00% já incomoda demais. Acho que se não fosse a incerteza política tão grande, o IBOV já estaria em níveis melhores.

Os principais economistas já estão revendo seus calls de SELIC ao fim do ano para entre 7,00% e 7,50%. Eu continuo achando que o BC não vai conseguir tão longe e ficar entre 7,50% e 8,00% mesmo. Mas, o principal efeito é o quanto de dinheiro que ainda está represado em renda fixa deve começar a se movimentar pra renda variável. Continuo achando a maioria dos FIIs muito esticados, mas devemos ter mais valorizações nos próximos meses por puro fluxo de capital....

quarta-feira, 26 de julho de 2017

COPOM de hoje e minha estratégia

Aproveitando que hoje é o segundo dia da reunião do COPOM e que mais tarde nós veremos depois de 4 anos a SELIC em um dígito novamente vou falar um pouco da minha expectativa.

Quando o impeachment da Dilma estava praticamente cristalizado eu resolvi sair completamente da renda fixa, que na época era quase toda minha alocação, e resolvi partir para as ações e para os FIIs. Claro que eu perdi uma parte da subida, já que o mercado começou a precificar o impeachment bem cedo, mas mesmo assim entrei numa época boa.

Meu racional era simples, as taxas iam recuar muito, a galera ia ver o CDB suado deles despencar a rentabilidade e ia correr atrás de novas opções.

Engraçado que eu achava que a SELIC não cairia tão rápido quanto caiu e mesmo assim os FIIs não subiram tanto quanto eu achava na época. Acho que o mercado de renda fixa é mais resiliente do que eu imaginava, a galera demora pra perceber o corte de rentabilidade que tá tomando. Fora que a economia não decolou também como eu esperava, o burro do Temer se deixou ser gravado e a incerteza voltou.

Na reunião anterior, de maio, tudo levava a crer que o BC conseguiria acelerar o corte para 125 pontos, aliás, pela própria comunicação ficou claro que essa era uma possibilidade real não fosse a famosa gravação. Todo caso, a inflação continuou despencando, ele conseguiu dar 100 e ao que tudo indica dará mais 100 pontos hoje.

A questão agora é onde o BC vai parar. O consenso que era de 9,00% no fim do ano, virou 8,00% e agora tá começando a apontar para baixo, para perto de 7,50%. Acredito eu que o nível ideal de juro real seria uma SELIC em 8,00% no fim do ano e ficar neste nível por um bom tempo. Por isso, acho que quanto mais ele cortar abaixo deste nível, mais pressão ele vai ter pra subir ano que vem. O detalhe é que ano que vem tem eleições e o BC costuma evitar se mexer muito perto das eleições.

Como eu venho dizendo em outros posts, o principal risco que vejo agora é o risco eleitoral. Um cenário Lula x Bolsonaro cada vez mais polarizado sem que um candidato de centro desponte com chances reais. O mercado vai assustar em algum momento com isso. Com Selic em 8,00% e um risco desses, o caminho natural é o real desvalorizar e muito, por isso fiz o post anterior sobre opções simples para "comprar dólar". Esse segundo semestre e o primeiro do ano que vem pretendo segurar mais caixa para tentar aproveitar alguma piora do mercado que baixe de forma irracional os preços de ITSA4 que já comecei a comprar em julho.

Estou pessimista com o risco eleitoral, mas otimista com o que vai sair daí em 2019. Acho que ano que vem será um bom ponto de entrada para o mercado de ações...

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Opção simples para montar um (quase) hedge

Eu imagino que a grande maioria do pessoal dos blogs de finanças já ouviu falar ou já percebeu que o dólar e o IBOV tem uma correlação negativa quase que total. Claro que em alguns dias ou semanas os dois andam juntos, mas basta pegar gráficos mais longos e perceber como um vai pra um lado e o outro vai no sentido contrário.
(Acho que a maioria saiba o conceito de hedge, mas para quem não está familiarizado a wikipédia tem um artigo simples, mas bem informativo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cobertura_(finan%C3%A7as))

A questão é que eu não acho tão acessível operar dólar, mas é claramente uma ferramenta de hedge interessante pra gente que na maioria das vezes vai estar comprado em IBOV ou nos FIIs apostando em renda no longo prazo.

Há pelo menos 3 maneiras óbvias de se comprar dólar: mercado futuro, comprar moeda e aplicar em algum fundo cambial. Acontece que, pelo menos para mim, essas três opções não são muito viáveis. Mercado futuro é bem interessante, mas operar lá é um pouco mais complicado que simplesmente comprar uma ação. Comprar moeda e guardar no colchão também não é muito legal. E por fim, fundos cambiais têm o velho problema de outros fundos: as taxas de administração.

O grande objetivo do post é apresentar uma opção mais semelhante ao que estamos mais acostumados. Comprar ações que têm alta correlação com o comportamento do dólar e servirão de hedge para nossa carteira de ações e de FIIs. São as ações de empresas exportadoras, que têm quase que toda sua receita em dólar e que são muito afetadas pela cotação da moeda. Acho que isso não é uma grande novidade para os mais experientes, até mesmo para os iniciantes, já que os sites geralmente costumam dar bastante atenção para este fato. Mas vamos aos principais papéis: SUZB5, FIBR3, KLBN11, EMBR3, MRFG3, BRFS3 e JBSS3. Incluí a JBS apenas porque ela entra na categoria, mas o caso dela é mais delicado e merece mais atenção em algum outro post.

O foco do post é comentar sobre o papel que eu acho ser o melhor para fazer esse (quase) hedge que é SUZB5. Vejam no gráfico com os retornos dos três ativos desde junho de 2014 o que comentamos anteriormente em relação ao IBOV e ao dólar. Como os gráficos são praticamente espelhados. E também como a SUZB5 acompanha o dólar. Também é possível perceber porque eu utilizei o "quase" entre parenteses. Porque além de a SUZB5 não acompanhar o dólar 100% do tempo, já que outras coisas podem afetar as cotações, o próprio dólar não é um hedge perfeito em relação ao IBOV.

O papel sofreu muito com a queda do dólar a partir da cristalização do cenário de impeachment da Dilma, mas já se recuperou em parte, apesar de o real continuar se valorizando. Para quem, como eu, não acha tão trivial sair comprando puts ou operando futuros, acho uma boa dica colocar um pouco dessas ações na carteira para se proteger do maior risco que eu vejo hoje para a renda variável no Brasil que é o risco fiscal.